“NÃO SOU UMA MARIONETE!!! Disse o boneco pouco antes de tropeçar nas próprias cordas”

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     Tem circulado nas redes sociais o vídeo de uma jovem estudante do Paraná defendendo as invasões das escolas públicas. Fico abismada com a quantidade de pessoas que realmente acham que a menina fez um bom discurso, a mim pareceu apenas um cosplay mirim de Maria do Rosário. Seu discurso é cheio de erros de português e citações que parecem muito inteligentes, mas no fundo não passam de argumentos vazios.

     O principal problema em um discurso cheio de erros de português é que ele está evidenciando a maneira como o orador pensa, se é que foi ela que escreveu a pérola. Obviamente podemos fazer uso de linguagem coloquial e alguns erros são aceitáveis em determinadas circunstâncias, mas não era o caso. O modo como falamos ou escrevemos é o mesmo modo como pensamos , quando ouvimos um discurso confuso ou lemos um texto incoerente conseguimos observar a confusão mental do orador/escritor.

     A menina apresenta uma retórica populista e cheia de erros de português digna de um militante da CUT, cita leis fora do contexto, repete o que os professores doutrinadores vivem falando e ainda culpa a sociedade pela morte do jovem que ocorreu na segunda-feira. Quando vejo pessoas elogiando tudo isso me pergunto se há alguma possibilidade de recuperarmos esse país. Quando confrontados com argumentos simples que derrubam toda a estrutura (horrorosa) do discurso em questão, os esquerdistas partem para a justificação do injustificável e dizem que foi muito bom para a idade dela.

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     Muito bom seria se ela pelo menos não tivesse cometido tantos erros de português, se ela soubesse o teor da PEC, se ela soubesse do que se trata o projeto Escola Sem Partido, se ela entendesse o que está acontecendo no cenário político. O que eu vi na realidade foi apenas uma pobre adolescente que está sendo manipulada e ainda fica feliz em poder contribuir para a bestialização do nosso sistema educacional. Sinceramente eu ainda não consegui definir se o episódio merece gargalhadas ou lágrimas.

     Esse é o retrato dos nossos jovens, seres totalmente manipuláveis que tem a plena convicção de que são eles que pensam e chegam a estas conclusões. Já não há mais aulas nas escolas há muito tempo!!!! Os alunos são submetidos a uma verdadeira lavagem cerebral, desde a pré-escola são bombardeados com pseudoaulas a tal ponto que já não conseguem nem imaginar como seria uma aula de verdade. Basta comparar uma aula em escola regular com uma aula de um curso para concursos por exemplo. Eu costumava ouvir muitos relatos dos alunos admirados por terem aprendido coisas que nunca ouviram falar na escola, eles ficavam entusiasmados por estarem assistindo aulas de verdade, só não conseguiam ver que o que tiveram antes não tinha sido aula e sim sessões de manipulação mental.

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     O caso fica ainda mais preocupante pelo fato de os próprios professores não terem consciência do ato que estão praticando, eles acham realmente que ser um “agente de transformação social” é o papel do professor e não mais instruir os alunos no mundo das ciência e conhecimentos eruditos. Muitos dos professores que fazem esse tipo de coisa acreditam rde verdade que o fazem pelo bem de seus alunos, pois foi isso que ouviram durante toda sua graduação. Nossos docentes lutam contra o Escola Sem Partido por estarem tão embriagados de Freire que já não conseguem nem imaginar como seria dar uma aula sem viés doutrinário (sim isso é possível!). Se as pessoas estão preocupadas com o que ouvem falar sobre o ensino, imaginem meu desespero ao ver isso tudo pelo lado de dentro!

     Esses jovens realmente acham que foram eles que tiveram as ideias que estão propagando, eles não fazem a menor ideia de que estão sendo totalmente influenciados pelos professores, e o pior de tudo é que eles têm uma relação de afeto com os doutrinadores, é um caso típico de síndrome de Estocolmo. Conhecer a realidade nos bastidores das escolas é desesperador!!!! Alunos que não sabem que estão sendo doutrinados e professores que não sabem que doutrinam. Há uma frase que define muito bem tudo isso: A melhor escravidão é aquela em que o escravo pensa ser livre.