O prazo para a desocupação das escolas invadidas em que será realizado o Enem terminou ontem, mas a ordem não foi respeitada. Notícias dão conta de que mais de mil escolas por todo país foram invadidas por uma horda de estudantes que, na esmagadora maioria, nunca se preocuparam com seus estudos, “matavam” aula frequentemente, não entregavam trabalhos, etc, e agora aparecem como se fossem os baluartes da educação pública.

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     Que a justiça em nosso país é desrespeitada há tempos todos nós estamos cientes, mas que ela é incapaz de retirar moleques invasores de espaços públicos já é demais. Por que não conseguiram retirar os baderneiros de lá? Como assim o prazo estipulado pelo MEC não foi cumprido? E a pergunta mais importante de todas… Onde estão os pais destes “alunos”?

     Essas invasões que começaram, casualmente, na mesma época do impeachment são totalmente descabidas. Além de muitas vezes provocar a depredação do patrimônio público elas apresentam uma pauta política esquerdista e deixam muitos alunos que realmente querem estudar sem aulas. O que vale mais o direito de meia dúzia de baderneiros incentivados por professores e sindicatos ou o direito da esmagadora maioria dos alunos que quer ter aula?

     O pior de tudo é quando vemos os invasores justificando o movimento como legítimo e invalidando as críticas sobre não haver aulas. Para eles a realização das oficinas equivalem a aulas, inclusive a menina que fez o discurso no Paraná (que mais pareceu um stand up comedy) chegou ao disparate de declarar que aprendeu mais nas invasões do que nas aulas regulares. Ah faça-me o favor… Desde quando oficina sobre guerrilha é algo que deve ser incentivado dentro de uma escola pública?

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     Em São Paulo as invasões já causaram prejuízos materiais gigantescos na casa dos milhões de reais, mas isso não é o pior! Se colocarmos na balança também o prejuízo intelectual dos alunos que são impedidos de estudar e a morte do estudante na escola do Paraná chegaremos a mais óbvia constatação que essas invasões são sim criminosas e precisam ser encerradas o quanto antes sob pena de colecionarmos um prejuízo ainda maior.

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     Esses alunos não fazem a menor ideia de porque estão lá, nunca leram a PEC, não fazem a menor ideia do que acontece na educação e ignoram totalmente os motivos pelos quais nosso sistema educacional é este caos. A verdade é que são apenas jovens movidos por motivos passionais, os maiores criminosos são os que estão por trás insuflando esse movimento ridículo. Os professores e sindicatos que estão manipulando toda a situação são tão covardes que não têm coragem nem de expor sua identidade para lutar por aquilo que pensam ser o certo, e se escondem atrás de jovens que acabam fazendo o papel de inocentes úteis.

     Com a aproximação do ENEM, que será realizado neste final de semana, a situação ganhou ainda mais um agravante: alunos que vêm se preparando há meses para prestar a prova e tentar uma vaga na universidade estão nas mãos deste movimento infame. Hoje haverá uma reunião no MEC para decidir o que será feito com relação as provas que deveriam ser aplicadas nos locais invadidos. Uma das alternativas é transferir a data das provas para a semana subsequente, mas esta solução não me parece razoável por três motivos:

1 – Quem garante que na próxima semana será feita a desocupação, uma vez que a ordem para que fossem retirados os alunos até ontem já não foi cumprida?

2 – A realização da prova em outra data irá gerar prejuízo para os cofres públicos, pois obviamente será necessário imprimir novas provas para o exame, diferentes das que serão entregues neste final de semana. Nós não estamos dispostos a pagar essa conta!

3 – A realização das provas em data posterior a determinada, mesmo que de forma parcial, irá atrasar a entrega de TODOS os resultados porque é impossível fazer uma classificação sem conhecer a nota de todos os alunos.

     Em outras palavras, esta situação ridícula irá prejudicar milhares de estudantes de todo o país que realmente estão preocupados com a educação, pois estudam e não querem ficar badernando e dependendo do governo para tudo. A república das bananas mais uma vez está se superando ao fazer alunos sérios serem usados como reféns por esquerdistas mirins.