Se conseguíssemos eliminar todos os nossos parlamentares da vida pública, sem modificar nosso sistema eleitoral e simplesmente, numa nova eleição, começássemos do zero com todos os políticos novos, de “conduta ilibada”, na primeira geração de parlamentares recomeçaria  a degeneração moral das suas condutas. Certamente dentro  de mais uma ou duas legislaturas estaríamos revivendo todo esse pesadelo novamente.

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     Enquanto nosso sistema eleitoral for como é, onde os candidatos que mais gastam em suas campanhas – e não adianta nem pensar em limitar tais gastos, pois o “caixa dois” sempre vai existir – os que mais aparecem na mídia, têm as musiquetas mais agradáveis às massas, têm as melhores aparências físicas, as vozes mais sonoras, e os que fotografam melhor, são sempre os prediletos na escolha dos eleitores. Tais atributos são as principais características que hipnotizam os eleitores cujos critérios de avaliação política nada têm a ver com aspecto intelectual ou moral.

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     Esses, na sua esmagadora maioria são analfabetos, semi-analfabetos, analfabetos funcionais e alfabetizados inescrupulosos, preguiçosos – não leem – vítimas do método de ensino sócio-construtivista de Paulo Freire e de informações obtidas exclusivamente através da mídia. Eis a circunstância perfeita para a atração dos menos qualificados intelectual, técnica e moralmente para as funções do legislativo e do executivo, mas, por via de consequência, também todos os políticos não eletivos, de livre nomeação, preenchidos por indicação, como os comissionados, funções gratificadas, de chefia e de todos os cargos de “confiança”.

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     Essa dissociação entre a vontade da população esclarecida e a realidade política obtida é inevitável, já que o sistema globalista controla sempre a “direita” e a “esquerda” de todo o processo eleitoral. Além disso, como dizia Stalin, “Quem vota e como vota não conta nada; quem conta os votos é que realmente importa”.

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     Uma vez identificadas algumas das principais causas de tudo que está acontecendo, resta definir a forma de começarmos a corrigir tudo isso. Cada um de nós pode contribuir nessa solução. Pense nisso.

Paulo Mascarello.