Se vc é uma daquelas pessoas que acha o estatuto do desarmamento uma boa medida para garantir nossa segurança e que o governo está promovendo isso pensando no bem estar geral da nação então você precisa ler esse livro.

“Infelizmente, esses falsos pais [O Estado] não têm a menor intenção de proteger suas “crianças” dos males e dos perigos – seu único propósito é manter e ampliar seu poder, custe o que custar.”

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     Mentiram pra mim sobre o desarmamento, da Vide Editorial, escrito por Flávio Quintela e Bene Barbosa é um livro que usa uma linguagem muito acessível e é dividido em dez capítulos, cada um deles desmascarando uma falácia levantada pelos defensores do estatuto do desarmamento. As mentiras desmascaradas de uma forma incontestável são: as armas matam, países desarmados são mais seguros, as armas dos criminosos vêm das mãos dos cidadãos de bem, as armas são produzidas para matar, armas causam muitos acidentes caseiros e matam crianças, as armas precisam ser controladas para facilitar a solução de crimes, o desarmamento tem diminuído a criminalidade no Brasil, qualquer cidadão de bem pode comprar e possuir armas no Brasil.

     O livro é recheado de excelentes argumentos e dados estatísticos de fontes fidedignas que podem ser compreendidos por qualquer pessoa mesmo que não esteja habituada ao linguajar técnico desta área.

     Flavio Quintela, autor do livro Mentiram (e muito) pra mim, da continuidade a série com este exemplar que de uma forma muito direta fornece subsídios para que o leitor não seja mais enganado pelo establishment e passe a raciocinar de uma forma mais lógica sobre o assunto em questão. De uma maneira bastante didática ele vai derrubando um por um os argumentos que são usados para defender o desarmamento da população até que não haja mais dúvidas quanto a maldade escondida por trás deste processo.

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     Alguns dos argumentos que o livro nos apresenta deveriam ser de conhecimento de qualquer pessoa que tivesse o nível médio, porém nas escolas nós não temos acesso a este tipo de conteúdo. Professores de História que vivem falando que sua disciplina é de muita importância para que a sociedade não repita erros do passado acabam sonegando de seus alunos informações que são cruciais para que isso realmente não ocorra como por exemplo o fato de todos os ditadores da história terem feito campanhas de desarmamento por razões óbvias!

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     Outros argumentos ainda deveriam ser deduzidos pelas pessoas com base em um exercício de raciocínio lógico, como por exemplo o fato de que armas não matam pessoas ou por acaso alguém já viu uma arma que tem vontade própria? Claro que não! Para que uma arma ocasione uma morte é necessário que uma pessoa que puxe o seu gatilho. Mas é muito comum ver na mídia notícias de caminhões, carros ou armas que mataram como se esses fossem seres animados.

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     Em um país onde impera o socioconstrutivismo e as escolas são verdadeiras fábricas de seres não pensantes às vezes é necessário explicar as coisas mais óbvias para que as pessoas possam ser despertadas de seu sono intelectual e parem de acreditar nos argumentos que a mídia e o governo insistem em nos empurrar goela abaixo, mas o livro vai além deste tipo de argumentação e traz também muitos dados estatísticos contundentes sobre o uso de armas e o porquê não devemos deixar nas mãos do Estado o seu monopólio.

     Recomendo a leitura a todas as pessoas que gostam de formar sua opinião com base em estudos, fatos e raciocínio lógico. Você não precisa ter o desejo de portar uma arma para ser contra o estatuto do desarmamento, basta dar uma olhada na história e ver o desastre que aconteceu quando ele foi posto em prática.

Editora: Vide Editorial

ISBN-13: 9788567394596
ISBN-10: 8567394597
Páginas: 174
Minha avaliação:★★★★★

 

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